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Cresci num bairro afastado de uma cidade do interior, logo brincava na rua descalça, subia em árvores pra pegar frutas e jogava futebol naqueles campos improvisados no meio de terreno. Por ter crescido assim, não tinha muita frescura com animais. Besouro, barata e sapo eram bichinhos e mais nada. Quando alguma criança da “cidade grande” vinha nos visitar e ficava com medo de sapo eu achava graça.

Mas nem tudo são flores, também tinham cobras peçonhentas, aranhas e escorpiões. Bichinhos nada saudáveis. E minha fobia não exista antes de uma noite tranquila na minha adolescência. Foi no meio da noite que eu acordei ouvindo um barulho na coberta, levantei num pulo e lá estava ela, uma tarântula. Então desde aquele dia não consigo ver aranhas sem ficar tensa.

Como eu me sinto quando enrosco em uma teia de aranha.

E o pior eu acho elas lindas, um bicho completamente fascinante, mas não sei, um clique aconteceu e a partir de então não consigo ficar numa boa com elas por perto.

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